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Como escolher meu animal de estimação?

cao de raca Como escolher meu animal de estimação?

Antes de verificarmos nossa lista de itens da qual devemos pensar antes de comprar nosso futuro companheiro de raça é importante fazermos a aquisição desse animal em um local regularizado pela prefeitura, caso ao contrário, você estará correndo o risco de comprar um animal com doenças e de forma clandestina. Também verifique o lugar onde os cães que são utilizados para procriação ficam. Caso o local seja pequeno, sem ventilação, já se pode acreditar que não são criadores sérios. Muitos criadores mantém as cadelinhas que são utilizadas para procriação em pequenas jaulas sua vida toda e quando estão velhas são abandonadas. Não compre seu animal de criadores que somente agem em prol do lucro e não tem amor pelo que fazem.

Para saber se a feira ou a pessoa que irá lhe vender o animal é regular, veja se a mesma possui o alvará da prefeitura. Caso não, faça a sua parte e denuncie!

Antes de comprar verifique nas ONGs, feiras de adoção e com voluntários independentes se não encontra seu animal de raça. Além de economizar dinheiro você estará ajudando um animal que precisa da sua ajuda e estará colaborando para o grande problema do abandono de animais. Existem diversos animais de raça para serem adotados, desde filhotes até adultos.

Segue links de comunidade do orkut com anúncios de adoção de cães de raça:

http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics.aspx?cmm=24080966

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=26328861

Adoção de Chow Chow: http://www.chow.com.br/doacao_lista.php


Segundo a revista “Seu Amigo Ideal” publicada pela Cães & Cia, existem 14 critérios básicos da qual quem irá comprar um cão deve se preocupar. Para quem quiser adquirir a revista você poderá encontrá-la na Cobasi mais perto de você.

1-Função

Uma vez eu recolhi um lindo Mastiff com Dogue Alemão. Ele era enorme e foi adotado por uma pessoa que gostaria de de um cão de guarda. O animal era tão dócil que mau latia e por isso não servia como cão de guarda. Resultado? A pessoa nos disse que deixou “sem querer” o portão aberto e ele fugiu. Para que você não fique decepcionado com o comportamento do seu cão e o considere um verdadeiro inútil, compre apenas raças de cães compatíveis com a utilidade que o cão irá lhe proporcionar. Pode ser como guarda, companhia ou pastoreio.

2- Porte

São divididos em pequeno, médio e grande porte. Os cães de pequeno porte são aqueles com menos de 45 cm de altura. De médio porte tem entre 46 a 60 cm de altura e os cães de grande porte são maiores que 61 cm.

3- Ambiente

Tem raças que ficam infelizes ao viver somente em ambiente fechado. Portanto se você vive em apartamento tome nota da importância desse item. Portanto se você vive em apartamento não bata querer um animal de porte pequeno, mas também que não se importe de viver em um ambiente interno.

4- Tamanho da área

Se seu cão irá viver no quintal ou somente dentro de casa ou ambos é importante também saber que algumas raças sentem-se mais confortáveis em ambientes maiores já outras raças vivem bem em ambientes menores. Portanto se você mora em um apartamento pequeno por exemplo, não basta uma raça de porte pequeno que viva em ambiente interno, mas também uma raça que suporte um ambiente pequeno.

5- Tolerância com crianças

Existem raças de alta, média e baixa tolerância com crianças. As raças de alta tolerância, aceitam o convívio com crianças de todas as idades. As de média tolerância aceitam o convívio com crianças acima de dez anos, ou seja, aquelas que já sabem a diferença entre um cão e um brinquedo. Fique atento! Tem raças que não podem conviver com crianças pois não aceitam nenhum tipo de comportamento mais incisivo. Essa conversa toda me lembra a Doberman que eu tive. Meu pai a adotou quando eu ainda era um bebê de uns dois, três anos e crescemos juntas. Sinceramente não sei como nunca me avançou. Eu vivia lançando a cachorra no vizinho (e olha que o muro era super alto), colocava ela no carrinho de feira e saia arrastando com a patinha dela presa, entre outras façanhas doloridas para o animal. Ela era realmente uma santa e talvez entendia que eu era menos racional que ela…rs. Portanto se você pretende ter uma criança ou já possui uma, certifique-se que o animal que você irá adquirir irá viver em harmonia com ela. Já vi muitos casos de abandono de animais por conta do nascimento de um filho, portanto lembre-se a todo momento que um cão irá viver contigo em média 13, 15 anos. Planeje sua aquisição como planeja a compra de uma casa ou um carro.

6- Convivência com estranhos

Se você é do tipo que recebe muitas visitas e faz muitas festas, fique atento! Algumas raças costumam ter problemas com estranhos. Ao invés de ter que prender seu cão toda vez que chega uma visita porque não adquirir um cão mais sociável que irá fazer companhia para você enquanto você recepciona suas visitas sem stress?

7- Convivência com outros cães

Se você já tem ou pretende ter mais cães é importante escolher uma raça que aceite o convívio com outros cães. Geralmente os cães aceitam bem o convívio por conta de seu instinto primitivo, porém algumas raças tem mais ou menos “acesso” a esse instinto.

8- Convivência com outros animais

Se você já tem ou pretende ter outros animais é importante escolher uma raça que aceite o convívio com outros animais.

9- O quanto late

Esse item é importante, principalmente se você vive em uma vizinhança que preza pelo silêncio. Arranjar briga com os vizinhos talvez seja a última coisa que você vai querer.

10- Nível de aprendizagem e obediência

Todos os cães aprendem, porém uns de forma mais fácil que outros. Algumas raças como o Bordei Colei são conhecidas pela sua inteligência e obediência. Confira aqui a lista dos cães mais inteligentes em ordem crescente.

11- Nível de atividade

Escolha o cão que tem mais a ver com o seu estilo de vida. Você é um esportista nato? Prefira os mais ativos, mas se é uma pessoa que prefere o sofá e tv, prefira os cães mais tranquilos.

12-Necessidade de Exercícios

Assim como no item anterior, o seu estilo de vida (agitado ou mais tranquilo) também influencia na escolha do cão.

13-Cuidados com a pelagem

Para os alérgicos o ideal são os cães de pelagem curta. Além de que por possuirem menos pêlos a limpeza da casa é mais fácil. Os cães de pelagem longa necessitam de tosa e escovação semanal ao menos.

14- Busca de Afeto

Entre os cães, tem raça mais e menos dependente de afeto. Se você é uma pessoa que fica pouco em casa o ideal é que seu cão precise de menos afeto pois passará mais tempo sozinho.


São mais de 800 raças de cães no mundo, com certeza uma se adequará a você. Analisando todos esses critérios fica difícil pensar racionalmente e chegar a conclusão que o que importa é somente a beleza. Vale lembrar que muitas vezes a beleza da raça é sinônimo de doença, como já dito no post sobre anomalias em cães de raça. Vale comprar guias, consultar o veterinário e especialistas. Não haja por impulso pois o animal não é uma compra e sim uma escolha de um estilo de vida e dedicação.

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Mitos e verdades a respeito dos gatos

gatinho Mitos e verdades a respeito dos gatos

A primeira reação de quem nunca conviveu com gatos é rejeitá-los. Isso deve-se ao fato de que existe muito misticismo envolvendo os gatos. Tem gente que não cruza com gato preto, tem gente que acredita que eles são a “porta do outro mundo”, entre outras crendices populares. Mesmo não acreditando nelas, eu sempre evitei falar sobre eles e quando a pergunta era se eu gostava de gatos sempre respondia: ” Eu prefiro os cães”.. Mas como podemos dizer que não gostamos daquilo que nunca realmente conhecemos?

Acabei quebrando a barreira de meu próprio preconceito e adotei um gato. Hoje, dona de um e amante de gatos em geral, enumero uma lista de principais fatores da qual acredito que possa descrever melhor esses animais místicos:

1 – Não são independentes, simplesmente não são apegados tanto quanto os cães.

Os cães tem a eterna mania de seguir o dono, pois era esse seu comportamento primitivo em relação ao líder da matilha. Somente quem convive 24 horas com um cão sabe o quanto irrita o fato dele te perseguir para cima e para baixo. É só você levantar da cadeira e pronto, lá está ele à postos para te seguir até o banheiro, cozinha, não importa onde você vá o seu companheiro fiel estará contigo! Bem, claro que a lealdade dos cães é algo sublime, mas 24 horas? E quando você está doente, de saco cheio, irritado? Ter uma sombra no seu pé pode ser desagradável. O gato também faz isso mas de maneira mais discreta. Ele te segue a distância. Para ele basta estar em um ambiente contigo, não precisa ser grudado e nem o tempo todo. O gato arranja coisas para fazer e cuida da sua própria vida. Hora ele quer caçar, brincar, descansar, tomar sol, beber água da torneira, abrir uma porta e hora ele quer carinho, massagem e atenção. A diferença do cão e do gato é que o cão precisa de você com maior dose de dependência e o gato não, ele te dá um espaço para “respirar” mas não deixa de ser seu companheiro.

A relação que o gato cria em relação ao dono é de parceria.Isso significa que ele vê os seres humanos como parceiros da qual ambos tem benefícios nessa relação. Já o cão vê a relação com o dono como líder e seguidor, por isso existe essa diferença comportamental entre eles.

2 – Não são ariscos, somente quando acham que estão em perigo.

Assim como os cães de guarda, os gatos estão sempre em alerta. Qualquer sinal de perigo o gato tenta fugir, se esconder ou então atacar arranhando. Na maioria das vezes eles apenas faísca para tentar assustar a vítima, apenas em último caso eles atacam. Obviamente se você tiver uma relação de confiança com seu bichano ele não vai te atacar de forma gratuita, assim como um cão também não o faria.

Além disso, você sabia que a única diferença entre um gato selvagem e um gato doméstico é que o gato doméstico aprendeu a conviver em nossa sociedade e o gato selvagem não? Um gato só se torna doméstico se durante sua infância e adolescência o mesmo se habitue com os humanos. Caso ao contrário ele será um gato selvagem e terá sérios problemas de adaptação a nossa civilização caso entre em contato com a mesma somente na fase adulta.

3 – São pequenos e limpos.

Gatos vem com um “chip clean” instalado. Logo quando são bebês eles fazem suas necessidades na caixinha de areia e ainda cobrem as fezes. Meu gato por exemplo, cobre as fezes e xixi do meu cão. Ele faz isso com o próprio jornal, pois até mesmo as necessidades do meu cão ele não suporta ver exposto. Eles vivem se limpando e demoram muito mais tempo para adquirir odor que os cães. Além disso o gato é flexível e pequeno, menor que muitos cães.

4- São mais silenciosos.

Outra coisa irritante dos cães e não tem como negar, mesmo os amantes de cães, é aquele cachorro da vizinha que fica latindo durante a partida da final do seu time predileto, da novela ou quando você vai dormir. Os gatos tem o miado mais baixo que o latido da maioria dos cães. O miado é algo dengoso nada comparado ao extridente latido de muitos cães. Além disso, eles andam de forma sorrateira, de forma que muitas vezes você não percebe o animal no ambiente.Isso ocorre pois os gatos andam nas pontas dos pés, utilizando apenas como apoio, seus dedos.

5- São verdadeiros estrategistas.

Os gatos são mais sérios em relação aos cães principalmente quando são adultos. Eles preferem observar o mundo. Sempre que chegam a algum lugar é o que eles fazem. Eles memorizam muitas coisas e é dessa forma que eles descobrem como abrir portas ou aparecer na hora exata em que você vai sair. Se você prefere esse perfil ao invés do perfil mais brincalhão canino, você irá se divertir vendo seu gato bolar estratégias de fuga, de caça e até mesmo estratégias para manipular você a fazer o que eles querem na hora que eles quiserem. E o pior é que eles conseguem.

6- Ficam só dormindo, parados… Bem só enquanto dormem!

É verdade, que o gato chega a dormir até 16 horas por dia. Porém você vai agradecer por isso. Ao menos os gatos “brasileiro de pêlo curto” e suas misturas, ao acordar eles agitam o ambiente. Querem atenção, querem brincar, querem carinho, querem caçar o passarinho de cima do muro e não vão desistir.

7- Ficam melhores sozinhos que os cães.

Se você é do tipo que chega em casa à noite, cansado e muitas vezes só quer dormir, o gato vai se contentar ao dormir contigo na sua cama, já o cão requer mais cuidados e atenção. E se você viaja muito, o gato também é a melhor opção, pois isso pode significar depressão para um cão.

8- São enjoados para comer. Enjoados, não! Seletivos.

Os gatos tem o aparelho digestivo mais sensível que os cães, por isso eles são mais seletivos. Isso não é ruim se você levar em conta que eles não vão fuçar no seu lixo e não vão ficar pedindo comida toda hora. Eles preferem não variar muito, ficando principalmente com ração e carnes em geral.


Bem, essas são as vantagens dos gatos em relação aos cães que Multiplicidades separou para vocês. Se você se lembra de mais alguma vantagem dos gatos em relação aos amigos caninos, me escreva e ajude a construir um conteúdo rico em relação aos nossos queridos gatinhos. Compartilhe com a gente algum costume ou curiosidade do seu bichano!

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Mitos e verdades a respeito dos cães de rua

animais de rua Mitos e verdades a respeito dos cães de ruaSe você está pensando em comprar um animal de estimação, recomendo que antes disso leia esse post. Talvez você tenha optado pela compra porque ainda tem dúvidas a respeito dos animais de rua. Veja abaixo alguns mitos e verdades a respeito deles:

1- Os animais de rua são sujos e tem doenças.

Mito e Verdade.

Por muitas vezes já vi crianças que queriam fazer carinho em um animal de rua e a mãe puxou essa criança bruscamente dizendo: “Não faça isso, cachorro de rua tem doença!”
Isso aconteceu comigo certa vez. Estava na praça com meus dois bichos de estimação da qual foram adotados e uma criança veio brincar com eles. Ela chegou a me fazer algumas perguntas e quando eu disse que eles eram de rua e tinham sido adotados a criança comentou: “Mas não pode pegar animal de rua, porque tem doença”. Pois é crianças, todos nós crescemos com essa educação, exceto por algumas mães que proporcionaram uma educação mais consciente, mas como dizem que mãe é tudo igual, acredito que muitos de nós cresceram ouvindo isso e mesmo que não queremos essas informações estão no nosso sub-consciente.

Obviamente o animal de rua está mais sucetível à doenças que os animais das quais moram conosco ou estão à venda no Pet Shop. Porém os animais de rua que são recolhidos pelas ONGs obrigatoriamente são castrados, vermifugados e vacinados. Além disso o animal passa por um processo de recuperação antes de entrar para a adoção. Nesse processo o animal ganha peso, é acompanhado por um veterinário, tem seu pêlo tratado e nesse curto espaço de tempo o animal também tem a oportunidade de começar a  adaptar-se a sua nova vida. Você não imagina como um animal que estava nas ruas sem nenhum cuidado pode virar um belíssimo animal com cuidados básicos e é claro, amor. Veja abaixo três exemplos de animais que estavam jogados ao acaso e que com esses cuidados básicos e depois de um tempo com sua nova família tornaram-se animais lindos e felizes.

Gatinho filhote antes do tratamento

Gatinho filhote antes do tratamento

Gatinho filhote depois do tratamento

Gatinho filhote depois do tratamento

Cachorro abandonado antes de tratamento

Cachorro abandonado antes de tratamento

Cachorro depois de tratamento

Cachorro depois de tratamento

Cachorro antes de tratamento

Cachorro antes de tratamento

Cachorro depois de tratamento

Cachorro depois de tratamento

2- Prevendo o comportamento animal: os cães de rua tem comportamentos imprevisíveis e os cães de raça tem o comportamento baseado no comportamento da raça.

Mito.

Assim como já falado no post “Cães de raça ou mutantes? “, os cães de raça trazem em seu código genético determinadas doenças, eles também trazem consigo algumas informações características acerca do comportamento. Todos nós sabemos que um cão da raça Rotwailler geralmente é mais agressivo que um cão São Bernardo, por exemplo, mas vale ressaltar que existem exceções. Um cão da raça Dogue Alemão pode apresentar um temperamento tranquilo até demais. O cão que seria seu cão de guarda acaba virando apenas seu companheiro. E que companheiro! Imagine um companheiro que em pé alcança dois metros?

 Mitos e verdades a respeito dos cães de rua

Para quem leu Marley e Eu, se divertiu e chorou com a aventura de uma família que tinha um labrador com comportamento fora do padrão da raça pode perceber que raça não é documento quando o assunto é comportamento.

Geralmente os filhotes de animais em geral acabam adaptando-se conforme educação que recebem e também de acordo com o comportamento do próprio dono. Portanto mais importante que nos preocuparmos com as características comportamentais de nosso animal, devemos nos preocupar com a educação que lhe daremos todos os dias.

3-Moro em apartamento e então preciso de um filhote que ficará pequeno enquanto adulto. Posso prever o tamanho de um filhote de raça, mas de um vira-latas, não.

Verdade.

Infelizmente os veterinários não conseguem com precisão saber o tamanho do filhote de vira-latas enquanto grande. Isso deve-se ao fato de que o filhote vem de muitas misturas e raramente se conhece os pais. No máximo eles podem averiguar que o filhote poderá ter padrão de pequeno a médio, médio a grande. Geralmente os vira-latas são de porte médio. Caso você realmente precise de um animal pequeno por morar em apartamento, por exemplo, não arrisque caso não possa ficar com o animal depois se o mesmo crescer. Devolver um animal adotado por esse motivo pode gerar grande stress para o mesmo. Uma ótima alternativa para quem adotar são os cães adultos, pois esses já estão em seu porte final. Além dessa alternativa, você também poderá adotar um gato, pois esses sempre ficam de porte pequeno. E não vale dizer que não gosta de gatos antes de ler esse post.

4- Se eu adotar um animal de rua adulto, não conseguirei educá-lo pois eles só aprendem coisas enquanto são filhotes.

adulto e filhote Mitos e verdades a respeito dos cães de rua

Mito.
Assim como nós aprendemos as coisas de forma mais fácil enquanto estamos no período de aprendizado, os animais como cães e gatos também, porém assim como nós, também podem aprender novas coisas ao decorrer de suas vidas. Ao adotar um animal adulto devemos estar cientes que esses já foram habituados a um certo tipo de costume e por isso devemos ter paciência para re-educá-los. Além disso, muitos já passaram por algum tipo de mau-trato e por isso carregam consigo diversos traumas. É preciso ter muita paciência nesses casos, pois o animal poderá parecer muito medroso, arisco ou desconfiado e a confiança só virá com o tempo quando eles perceberem que apenas estamos querendo dar carinho, amor e bons tratos.

Quando fui voluntária vi muitas devoluções acontecendo e acredito que isso se dá para o fato de que quando adotamos um animal, às vezes esquecemos que eles são como nós, ou seja, tem mémórias e sentimentos. Precisamos ter muita paciência com o animal que adotamos e aceitá-los como são, pois muitas sequelas continuarão por sua vida toda. Recomendo que antes de adotar um animal aduto tente verificar seu comportamento. É possível perceber se o animal é mais calmo ou mais agitado, mais sério ou mais brincalhão, mais desconfiado ou mais confiante, mais agressivo ou mais manso. Dessa forma evitamos adotar um cão manso para o papel de cão de guarda, por exemplo. Sempre que possível, tente passar um tempo com o animal que pretende adotar. Não haja somente pela emoção. Lembre-se que o animal que você escolher irá ficar contigo em média 15 anos da sua vida.

Por enquanto, esses são os mitos e verdades  sobre os animais de rua. Você se lembra de algum outro mito? Escreva para o Multiplicidades para que seja possível o enrriquecimento desse post.

Caso você encontre um animal de rua precisando de cuidados, avise a ONG mais próxima ou um voluntário independente. Caso queira você também poderá resgatar o animal. Para isso certifique-se de tomar todas as medidas de segurança necessárias, tais como estar em dia com as vacinas, principalmente anti-raiva. Antes de resgatar o animal, tente uma aproximação mais lenta, para que o animal não se assuste e fuja. Caso precise peça ajuda aos bombeiros para resgates mais difíceis. Comece fazendo a sua parte não ignorando o problema. Denuncie os maus tratos e ajude os animais.

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